Um espaço dedicado a literatura e ao estímulo de novos escritores, ajudando a aprimorar e a divulgar o trabalho de toda aquela pessoa que gosta de escrever. "A continuidade depende de como reiniciamos"...
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ser Poeta





O poeta é igual a todo mundo que é diferente!

Seu riso é dor; sua dor consigo ri, sofregamente.

Poeta não mente a não ser para tua própria mente.


Poeta não tem casa, e nem sabe exatamente o significado

Da palavra lar. Ele vive acima disso! Consegue enxergar o mundo,

Por olhos diferentes, dos meus e dos teus.


O poeta vê o mundo, a alguns degraus abaixo de Deus!


Para você se tornar um poeta

Não bastará um tilintar de dedos...

Para ser poeta, terá que viver sem medo.


Poeta enxerga Amor em todo lugar!

Quando bombas marcam silvos no ar,

Ele o encontra até lá...


O poeta vive por viver intensamente.

Sem distinguir a quem pertencem os momentos,

Os vive integralmente.


E não difere de alguém em função de particularidades,

O poeta enaltece a todos que exibem no peito e na alma,

A altivez da tua singularidade.




Por: Angelo Ronaldo

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Poetas Poetando


Viver enconchado

Revelou-nos num encontro paradoxal
embora a afronta, não pudesse imaginar
vertendo-nos até o arrebol
desafiamos o verbo abdicar

No abraço, a dor corrompida
mensurou quão passos dar
nos fez de forma precisa
reinantes em nosso abraçar

Simbiose sedimenta fragmento
a escolha ecoa no ar
se um dia estivemos placebo
não foi por vontade de estar

Tua tez uma fonte delicada
nos faz quase levitar
quizera viver enconchado
contigo nas ondas do mar

Por : Angelo Ronaldo

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Poetas Poetando


No desejo a pele alva empalidece
noite sem rumo
vida sem prumo
alma agoniza, desejo apetece

Um sussurro na noite
inaudível a “olho nu”
No zumbido envolto em uivo,
a matilha alimenta o açoite

Assanha a sanha
desnuda o pomo da discórdia,
desfigura a alma sem barganha

O apocalíptico prurido
sacramenta teu destino
Perder-se de Amor, sem antes sentí-lo

Por - Angelo Ronaldo

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Poetas Poetando

Não se poderia dizer que na vida foi meretriz, todavia, se jamais teve filho sem pai, também foi por um triz. Uns até diziam que fumava, bebia e cheirava, mas uma moça daquelas não deixaria estes vícios torná-la prisioneira, Mais fácil seriam os outros prazeres da carne, estes sim: ela mesma os aprisionar.
Matuta, guerreira. Sem eira nem beira, parecia zombar de tudo ao seu redor. Como se tudo aquilo fosse uma séria brincadeira de ciranda, sapateava sem música tocar, chorava sem lágrima rolar. Sofria sem ninguém ver!
Nas bandas donde vivia, sempre que amanhecia, se podia contar: os surdos juravam um canto escutar... Os cegos agitados sorriam "vendo" a moça passar. Até os moribundos por aquelas terras se deixavam contagiar...
Mas até que era fácil perceber que no peito a moça guardava não se sabe o quê, que vinha não se sabe da onde; e aquilo a sufocava por dentro, fazendo-a quase levitar, para logo depois no chão, àquela moça subjugar.
A última notícia que se teve dela, foi que um moço de asas, se pôs a moça abraçar. E foi com muito jeito, com muito carinho que o ouviram falar: não tenhas medo anjo, venho em missão de resgate, e para casa finalmente podereis retornar...Se nisso tudo é difícil de acreditar, não serei eu quem vai julgar.Mas quem conta esta história, são os cegos e mudos, que vivem pelas ruelas daquele lugar.

Por: Angelo Ronaldo